“Por que eu sempre me coloco em último plano?” Essa pergunta, aparentemente simples, carrega um mundo de complexidades. Ela surge em pessoas que vivem o tempo inteiro para agradar os outros, que evitam conflitos a qualquer custo e que, mesmo exaustas, continuam sorrindo. Mas o preço disso é alto: cansaço crônico, tristeza silenciosa e uma sensação constante de invisibilidade. A autossabotagem, nesses casos, não é uma escolha consciente — é quase um programa mental...
Vivemos em um tempo onde tudo é rápido, mensurável, produtivo. Somos cobrados por respostas, eficiência e desempenho — inclusive emocional. Mas há um espaço onde não é preciso saber de antemão o que se sente, nem dar conta de tudo o tempo todo. Esse espaço se chama psicanálise. A escuta psicanalítica: mais do que tratar sintomas Ao contrário do que muitos pensam, a psicanálise não é um tratamento para “consertar” pessoas. Não se trata de oferecer conselhos, nem de...
É fundamental pensar o papel da família no desenvolvimento humano para além dos modelos normativos e idealizados que ainda sustentam muito do imaginário social. A família não é apenas a configuração tradicional de pai, mãe e filhos — é, antes de tudo, um espaço de formação subjetiva, de trocas afetivas e de construção do sentimento de pertencimento. Desde a infância, o ambiente familiar exerce influência direta e profunda na forma como aprendemos a nos relacionar com o...
🧠Um lembrete gentil para sua saúde mental!!! Você já se pegou pensando: “Eu não sou bom o suficiente.” “Vai dar tudo errado.” “Ninguém gosta de mim.” Esses pensamentos aparecem do nada, e muitas vezes acreditamos neles automaticamente — como se fossem verdades absolutas. Mas aqui vai algo importante que talvez você nunca tenha ouvido com clareza: pensamentos não são fatos. O nosso cérebro está o tempo todo tentando interpretar o...
Na clínica psicanalítica, sabemos que não é simples falar de si. A fala carrega riscos — de tocar na dor, de se deparar com verdades recalcadas, de entrar em contato com aquilo que foi esquecido, mas não apagado. Ainda assim, como nos ensina Freud, "onde estava o id, deve advir o ego" — e esse caminho passa necessariamente pela palavra. O inconsciente se revela em fragmentos: um sonho, um lapso, um sintoma. Ao falar, o sujeito mobiliza essas formações, as atravessa e, aos...