O que é, realmente, ser emocionalmente forte?
Postado por Gabriela Baesso Guimarães em 13/01/2026 21:57
Por muito tempo, eu acreditei em uma mentira: a de que ser forte significava não sentir "nada". Achei que precisava controlar cada milímetro do que sentia e nunca ser "afetada" pelas minhas emoções.
Mesmo com anos estudando a mente humana, minha trajetória pessoal foi marcada por essa tentativa exaustiva de "segurar" o avalanche que a rotina trazia. Eu tentava silenciar o que sentia para parecer funcional, até perceber que essa estratégia, além de nociva, simplesmente não funciona.
Aqui está o que realmente muda o jogo:
1. Regulação em vez de controle: Não é sobre calar a emoção. É sobre sentir a tempestade chegar e ter ferramentas para não deixar que ela assuma o volante da sua vida. As emoções passam, mas as suas escolhas ficam.
2. Colocar limites (inclusive em si mesma): Maturidade é entender que dizer "não" para o que te sobrecarrega é um ato de sobrevivência. É parar de tentar adequar a sua vida à régua dos outros.
3. Aceitar a caminhada gradual: A evolução não é uma linha reta. Ser forte é ter a coragem de ser imperfeita e entender que o seu ritmo é único. Eu ainda vou sentir, e minhas emoções devem me tocar — isso faz parte da minha humanidade, não é um erro de percurso.
4. Reconhecer a própria carga mental: É parar de fingir que está tudo bem enquanto você desmorona por dentro. Autocuidado não é luxo ou "mimo", é o investimento básico para você continuar caminhando.
Você tem tentado "controlar" ou "regular" o que sente? Como isso te afeta?